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Todos
nós sabemos através da história que o povo
Judeu (povo escolhido por Deus) sempre foi
alvo de perseguições, onde o desejo do
inimigo era o de exterminar com esta nação.
Existem duas maneiras pelas quais os
inimigos da nação de Israel tentaram
destruí-los durante a história.
A primeira foi através da aniquilação
física, sendo a última grande tentativa o Holocausto. A
segunda foi através da assimilação cultural. Purim é a
celebração anual da sobrevivência física. Chanukah é a
celebração anual da sobrevivência espiritual, apesar das
inúmeras tentativas de destruir o povo através da
assimilação cultural. Sobre esta última festa, a festa de
Chanukah é que se encontra a explicação para o símbolo de
nossa geração.
Em 167 a.C, houve uma tentativa de acabar com
o povo, Antíoco IV, Rei dos Selêucidas (sírios que ocupavam
Israel), numa tentativa de exterminar o judaísmo, tomou e
profanou o Templo Sagrado de Jerusalém, exigindo que os
judeus abandonassem a sua fé. Entre outras coisas, Antíoco
proibiu exatamente os mandamentos da Tora, que constituíam o
vínculo entre Deus e o povo judeu, ou seja, as proibições
estritamente relacionadas com a religião. Os judeus foram
proibidos de respeitar o Shabat, de praticar o ritual da
circuncisão e de proclamar o início do novo mês pelo
calendário judaico, o Rosh Chodesh. Além disso, Antíoco
forçou os judeus a se curvarem, sob pena de morte. Os que se
recusaram a ceder à idolatria e a se assimilar à cultura
Greco-síria foram massacrados e, aos sobreviventes, foram
impostas severas penas.
Tais imposições provocaram a revolta do povo
judeu, encabeçada por Matitiahu, patriarca do clã de
sacerdotes hasmoneus, e os seus cinco filhos (especialmente
o seu filho Iehuda, chamado O Macabeu, devido à sua grande
força. Macabi é a palavra hebraica para martelo, derivada da
raiz macav).
Depois de três anos de guerra em 165 a.C as
tropas judaicas reconquistaram o Templo e restauraram as
suas tradições. No Templo foi encontrado um único frasco de
óleo puro necessário para acender a Menorah (Candelabro de
ouro), quantidade que não era suficiente para mantê-la acesa
por mais de uma noite. Mesmo assim, a Menorah foi acesa e,
milagrosamente, esse único frasco de óleo manteve a sua
chama durante as oito noites necessárias à preparação de um
novo óleo purificado.
Desde então, estes oito dias passaram a ser
considerados dias santificados e são comemorados com louvor.
Uma das formas de relembrarmos este milagre é acender,
durante os oito dias de celebração, velas colocadas na
chanukiá (candelabro especial de Chanukah).
Este candelabro tem oito braços, mais um
suplementar onde se coloca o shamash (uma vela extra
“servente”, colocada numa posição destacada e diferente do
candelabro, com a qual se acendem as demais). As velas são
acesas diariamente, após o aparecimento da primeira
estrela. Chanukah é a celebração anual da sobrevivência
espiritual, e esta palavra quer dizer “Dedicação”, dias
consagrados ao Senhor, dias de Santidade ao Senhor.
Kadosh Al Adonai, Santidade ao Senhor.
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