|
O VALE DE JOSAFÁ
O Vale
de Josafá, também conhecido como Vale de Cedrom, é o
lugar que separa o Monte das Oliveiras e o jardim do
Getsêmane, da parte antiga de Jerusalém, da muralha com
a Porta Dourada, a porta por onde apenas sacerdotes
entravam e saíam do templo. É bem na direção desta Porta
que está o local onde se prensavam olivas para a
produção do azeite, sendo que o primeiro azeite da
prensa era consagrado ao uso do próprio templo.
Jesus
transitou por ali. Tive oportunidade de fazer neste
sábado o caminho que Jesus e seus discípulos teriam
feito quando desceram do Monte das Oliveiras, passaram
próximos ao Getsêmane e, atravessando o Vale, foram para
Jerusalém. Bem no meio do vale está um túmulo bem
famoso, a tumba de Absalão, o filho rebelde do rei Davi.
Cemitérios é o que mais tem no Vale de Josafá. Junto da
Porta Dourada há um grande cemitério muçulmano. Do lado
oposto, a partir do vale e subindo até quase o topo do
Monte das Oliveiras, um grande cemitério judeu. Há
também neste vale um cemitério cristão. Por que, afinal,
as três religiões fizeram por onde de ter seus mortos
enterrados ali?
O nome
“Josafá” significa, em hebraico, “o juízo de Deus”. A
crença dos judeus é que o Messias descerá o Monte das
Oliveiras, atravessará o vale e entrará no templo pela
Porta Formosa. Será quando os mortos ressuscitarão e
serão julgados (e quem está naqueles cemitérios terá,
crêem eles, prioridades). Os muçulmanos acham que seu
maior profeta é quem passará por ali. Nós, povo de
Yeshua Ha Mashia, sabemos que Ele é quem virá, cumprindo
todas as Profecias anunciadas nas Escrituras.
Em Atos
1.11, temos as palavras que os anjos deram aos apóstolos
que assistiram a ascensão de Jesus: Este mesmo
Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da
mesma forma como o viram subir. Para nós,
portanto, o Vale de Josafá é um lembrete. O Messias já
atravessou aquele vale para nos oferecer redenção.
Quando vier novamente, trará o juízo. Prepare-se.
Na unção da Esperança renovada.
Bispo Paulo R. Petrizi
Jerusalém, 04.10.09 |